A 6ª Feira de Ciências e Educação Ambiental de Aripuanã foi marcada pela criatividade dos estudantes, pelo reconhecimento de iniciativas sustentáveis e pela participação da comunidade. O evento reuniu mais de 800 visitantes e expositores e destacou projetos desenvolvidos por instituições de ensino do município, contemplando seis categorias, da Educação Infantil ao Ensino Superior.
Realizada com o tema “Desenvolvimento Sustentável e o Combate à Tripla Crise Planetária”, a feira apresentou propostas relacionadas à preservação ambiental, ao cuidado com as nascentes, ao cultivo de alimentos, à arborização e ao reaproveitamento de materiais.
Entre os projetos reconhecidos estão uma horta medicinal cultivada em vasos, iniciativas de arborização do ambiente escolar e a produção de tijolos ecológicos utilizando rejeito mineral. Os trabalhos demonstraram como o conhecimento adquirido em sala de aula pode ser aplicado na busca por soluções para questões ambientais presentes na realidade de Aripuanã.
A programação também proporcionou a troca de experiências entre estudantes, professores, instituições de ensino e comunidade, aproximando a produção científica das necessidades locais.
A feira integra o Programa de Educação Ambiental (PEA), desenvolvido pela Nexa em parceria com a Jurupará Socioambiental desde 2021. A iniciativa faz parte do eixo Educação do programa Nexa Transforma e tem como objetivo estimular o pensamento crítico, a pesquisa e o compromisso dos estudantes com a sustentabilidade.
Em entrevista, Thalita Lucena, coordenadora da Gestão Social da Nexa – Unidade Aripuanã, destacou a importância da continuidade do evento para o município.
“Chegar à 6ª edição da feira consolida Aripuanã como um polo onde a juventude pensa ativamente o futuro do território. O evento vai muito além da exposição acadêmica, conectando aproximadamente mil participantes, entre estudantes, professores, familiares; mais de 10 instituições de ensino e a comunidade em torno de soluções reais”, afirmou.
Segundo Thalita, a escolha do tema deste ano buscou aproximar os desafios ambientais globais da realidade amazônica do município. “Queríamos mostrar aos alunos que as atitudes locais geram impacto direto na preservação global, incentivando a reflexão de que o desenvolvimento econômico só é viável se caminhar de mãos dadas com a sustentabilidade”, explicou.
A coordenadora também ressaltou a qualidade das propostas apresentadas pelos estudantes. Mais de 30 projetos trouxeram ideias voltadas ao manejo consciente de resíduos, à conservação de nascentes, ao aproveitamento de recursos naturais e ao desenvolvimento de tecnologias aplicáveis ao cotidiano.
Ao avaliar os resultados do ciclo anual do Programa de Educação Ambiental, Thalita destacou o envolvimento das instituições de ensino e o protagonismo dos jovens.
“Mais do que números, o indicador de sucesso mais expressivo é ver escolas integradas, educadores motivados e jovens assumindo o protagonismo de suas ideias”, ressaltou.
Ela também agradeceu aos estudantes, professores, equipes pedagógicas e familiares que participaram da feira, destacando que o compromisso com o meio ambiente deve continuar para além do evento.

Para Emerson de Oliveira Jesus, diretor executivo da Jurupará Socioambiental, a consolidação da feira no calendário municipal representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas escolas e a continuidade da parceria com a Nexa.
“A Jurupará tem em seu DNA o compromisso com o desenvolvimento socioambiental sustentável. É esse compromisso que orienta a nossa parceria com a Nexa desde 2021. Entre os resultados que temos construído juntos, a Feira de Ciências está se consolidando no calendário anual de Aripuanã como um espaço para pensar, compartilhar e reconhecer o que nossas escolas fazem de melhor em ciência, tecnologia e educação ambiental”, afirmou.
Emerson também destacou a importância de ver os estudantes relacionando o aprendizado escolar aos desafios das mudanças climáticas e da preservação ambiental.
Os trabalhos classificados contemplaram instituições municipais e estaduais, além da APAE, do SENAI e da UNEMAT. Confira os destaques de cada categoria:
Categoria A – Educação Infantil
1º lugar: Horta Medicinal em Vasos – Plantando Saúde e Sustentabilidade — Escola Municipal Governador Fragelli.
Categoria B – Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano
1º lugar: Horta Escolar – Plantando Conhecimento e Colhendo Cidadania — Escola Municipal Jari Edgar Zambiasi.
2º lugar: Plantando Hoje para Colher o Futuro — Escola Municipal Governador Fragelli.
3º lugar: Mãos na Terra, Olhos no Futuro — Escola Municipal Governador Fragelli.
Categoria C – Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano
1º lugar: Educação Ambiental e Arborização Escolar — Escola Municipal Vale do Amanhecer.
2º lugar: Jardim Sensorial Inclusivo e Estimulante — APAE.
3º lugar: Água é Vida — Escola Municipal Governador Fragelli.
Categoria D – Ensino Médio
1º lugar: Do Ar ao Broto — Escola Estadual Dom Franco Dalla Valle.
2º lugar: Viveiro Circular — Escola Estadual São Francisco de Assis.
3º lugar: Viveiro de Mudas — Escola Estadual Professor Elidio Murcelli Filho.
Categoria E – Ensino Técnico e Profissionalizante
1º lugar: Reflorestamento para a Recuperação e Conservação de uma Nascente — SENAI.
2º lugar: Tijolo Ecológico com Rejeito Mineral – Tecnologia Social para Habitação — SENAI.
3º lugar: Reaproveitamento à Sombra Verde — SENAI.
Categoria F – Ensino Superior
1º lugar: Sementes de Cidadania — UNEMAT.
2º lugar: Pavimentação Rua Cerejeiras — UNEMAT.
A sexta edição da Feira de Ciências e Educação Ambiental reforça o papel das instituições de ensino na formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a preservação dos recursos naturais.
A iniciativa também evidencia como a integração entre empresas, poder público, instituições parceiras, educadores e estudantes pode contribuir para o desenvolvimento de soluções sustentáveis e para a valorização do conhecimento produzido em Aripuanã.
Com a continuidade do Programa de Educação Ambiental, a expectativa é que as experiências apresentadas sirvam de incentivo para novas pesquisas, projetos e práticas ambientais dentro e fora das escolas.