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SM Madeiras promove ciclo de palestras sobre Agosto Lilás e Lei Maria da Penha em Aripuanã

Data: Sexta-feira, 21/08/2026 15:52
Fonte: TOP NEWS
Evento reuniu autoridades, profissionais da rede de proteção, trabalhadores e comunidade para discutir prevenção, conscientização e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas
SM Madeiras promove ciclo de palestras sobre Agosto Lilás e Lei Maria da Penha em Aripuanã

A SM Madeiras realizou na manhã desta sexta-feira (21), no salão de eventos da empresa, em Aripuanã, um ciclo de palestras em alusão ao Agosto Lilás e à Lei Maria da Penha. A iniciativa reuniu representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Militar, Prefeitura, Conselho de Segurança (Conseg), profissionais da assistência social e demais integrantes da rede de proteção e enfrentamento à violência contra a mulher.

O evento teve início às 8h30 e foi organizado pela diretora executiva da SM Madeiras, Eloiza Mason, que presidiu a solenidade. Na abertura, ela destacou a importância do Agosto Lilás como período de ampliação do debate sobre a violência de gênero e de fortalecimento das ações de prevenção e proteção. “O nosso propósito é levar informação, promover reflexão e aproximar a sociedade das políticas e dos instrumentos de enfrentamento à violência”, ressaltou Eloiza.

A programação contou com a participação do juiz da Comarca de Aripuanã, Dr. Yago da Silva Sebastião; do promotor de Justiça Dr. William Johnny Chae; do comandante da Polícia Militar de Aripuanã, Major Richard André Pereira Barrios; da soldado Vanieli, responsável pela Patrulha Maria da Penha; da psicóloga Andressa Akina Lima Matsui, representando a Prefeitura de Aripuanã; e da Dra. Alexandra Fabrin, pelo Conselho de Segurança.

Durante sua participação, o juiz Dr. Yago da Silva Sebastião parabenizou a SM Madeiras pela iniciativa e ressaltou a importância de ações de conscientização durante o Agosto Lilás. Segundo o magistrado, os números relacionados à violência doméstica em Aripuanã são preocupantes e demonstram a necessidade de uma atuação conjunta entre instituições e sociedade. “Ações como esta são fundamentais para levar informação à população, incentivar a denúncia, fortalecer a rede de apoio e, principalmente, trabalhar a prevenção”, afirmou.

Yago também destacou a importância da participação dos homens nas discussões sobre violência contra a mulher, defendendo que eles devem fazer parte do processo de transformação social. O magistrado reforçou ainda que o Poder Judiciário permanece à disposição para atuar tanto na proteção das vítimas quanto no apoio a iniciativas de conscientização e prevenção.

O promotor Dr. William Johnny Chae avaliou positivamente a participação do público e destacou a presença de mulheres e homens, além de profissionais de diferentes áreas e integrantes da rede de proteção do município.

Durante a palestra, ele explicou o conceito de violência baseada no gênero e apresentou as diferentes formas de violência previstas na Lei Maria da Penha, considerada um dos principais instrumentos legais brasileiros para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher. A abordagem também trouxe situações relacionadas ao cotidiano da população, com o objetivo de facilitar a identificação de comportamentos violentos e reforçar a importância da prevenção.

Para o promotor, iniciativas desse tipo contribuem não apenas para ampliar o conhecimento sobre a legislação, mas também para fortalecer a atuação dos serviços públicos e estimular uma postura social de não tolerância à violência. “O impacto de momentos como este é sentido diretamente na qualificação dos serviços públicos e, sobretudo, no posicionamento que a sociedade assume de não tolerar a perpetuação de violências que maculam a vida e machucam meninas e mulheres”, pontuou William.

Outro ponto abordado durante o encontro foi a necessidade de reconhecer os sinais de violência ainda nos estágios iniciais. Os participantes foram orientados de que a violência contra a mulher não se manifesta apenas por meio de agressões físicas. A psicóloga Andressa Matsui também tratou dos mecanismos de prevenção e proteção previstos na legislação, incluindo as medidas protetivas de urgência, além de abordar o funcionamento da rede de proteção e o atendimento realizado pelos serviços da assistência social, entre eles o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

A presença de profissionais de diferentes setores reforçou justamente a importância de uma atuação integrada para acolher, orientar e encaminhar situações de violência.

Ao final do encontro, o Diretor Nei Mason agradeceu a participação do público e ressaltou que o objetivo da iniciativa era estimular a reflexão sobre as relações de gênero e a violência contra mulheres.

Segundo ele, mesmo diante de diferentes opiniões sobre os assuntos apresentados, a participação e a atenção do público demonstraram que o debate alcançou seu propósito. “Essa era nossa missão: fazer as pessoas refletirem e poder transformar a percepção das relações de gênero por meio não só de dados, mas com emoção”, afirmou Ney Mason.

A iniciativa contou com o apoio das madeireiras Nortão, Imapa, Dardanellos e Laminados Norte, além do Sindicato das Indústrias de Laminados e Compensados do Estado de Mato Grosso (Sindilam). Também participaram equipes das secretarias municipais de Saúde e Assistência Social, além da Câmara Municipal de Vereadores, representada pela vereadora Sinéia da Galáxia.

A atividade integra a programação do Agosto Lilás e também está inserida nas ações alusivas aos 20 anos da criação da Lei Maria da Penha, marco legal instituído em 2006 para ampliar a proteção e os mecanismos de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.