A Vigilância Sanitária Municipal de Aripuanã emitiu um alerta à população sobre o risco de intoxicação por metanol associado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. O comunicado tem como base um alerta divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), que orienta consumidores e comerciantes a redobrarem a atenção quanto à procedência das bebidas.
Segundo a Vigilância Sanitária, foram identificados lotes suspeitos de falsificação do whisky Ballantine's Finest (1 litro, 40% de teor alcoólico), que podem representar risco à saúde.
A Vigilância Sanitária ressalta que o metanol é um álcool altamente tóxico e não deve estar presente em bebidas destinadas ao consumo humano.
O alerta não se restringe aos lotes citados. De acordo com a SES-MT, qualquer bebida alcoólica adulterada ou falsificada pode conter metanol.
Entre as bebidas que exigem maior atenção estão:
Conforme o alerta, os sintomas de intoxicação por metanol podem aparecer entre 6 e 72 horas após a ingestão da bebida.
Os principais sinais incluem:
A Vigilância Sanitária orienta que qualquer pessoa que apresentar sintomas após consumir bebida alcoólica procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima ou se dirija diretamente ao Hospital Municipal.
Sempre que possível, recomenda-se levar o frasco da bebida consumida para auxiliar na investigação e comparecer acompanhado, caso o estado de saúde dificulte a comunicação.
O órgão reforça que adquirir bebidas apenas em estabelecimentos confiáveis e verificar a procedência, o lacre e a integridade da embalagem são medidas importantes para reduzir o risco de consumo de produtos adulterados e preservar a saúde da população.
Atualização: 198/08/2026 às 11:52
Empresa afirma que produtos contaminados analisados pelas autoridades eram bebidas falsificadas ou adulteradas, com indícios de reutilização de garrafas originais e reenvasamento clandestino
A Pernod Ricard Brasil solicitou a atualização de informações divulgadas em reportagem sobre os casos de contaminação por metanol envolvendo bebidas que ostentavam códigos de lotes associados à marca Ballantine’s Finest.
Segundo a empresa, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) já havia esclarecido anteriormente que as garrafas apreendidas nos casos de contaminação eram falsificadas. Conforme o posicionamento encaminhado pela Pernod Ricard Brasil, embalagens originais da marca teriam sido reutilizadas e reenvasadas clandestinamente com líquido falsificado.
A empresa destaca que não houve registro de irregularidade nos produtos importados pela Pernod Ricard Brasil, nem evidências de falhas nos processos oficiais de fabricação, importação e distribuição dos produtos autênticos da marca.
A companhia também ressalta que nem todos os lotes associados à marca passaram pelo processo de falsificação, reforçando a necessidade de diferenciar os produtos originais daqueles que teriam sido adulterados ou falsificados.
Em seu posicionamento, a Pernod Ricard Brasil solicita que as informações sejam apresentadas de forma a deixar claro que as análises laboratoriais mencionadas na cobertura estão relacionadas a amostras de bebidas falsificadas ou adulteradas, que utilizavam códigos de lotes associados à marca.
A empresa também pede a remoção de imagens das garrafas originais de Ballantine’s Finest utilizadas nas matérias ou, alternativamente, que seja incluída uma legenda visível esclarecendo que a fotografia é meramente ilustrativa e que o alerta se refere a produtos falsificados e ao reenvasamento clandestino.
A Pernod Ricard Brasil sugeriu ainda a inclusão do seguinte esclarecimento:
ATUALIZAÇÃO: As análises laboratoriais mencionadas nesta reportagem referem-se a amostras apreendidas de bebidas falsificadas ou adulteradas que ostentavam códigos de lotes associados à marca Ballantine’s Finest. Segundo os documentos oficiais, há indícios de reutilização de garrafas originais e reenvasamento clandestino com líquido falsificado. Não foram identificadas evidências de contaminação decorrente do processo oficial de fabricação, importação ou distribuição dos produtos autênticos da marca.
Além da atualização do conteúdo publicado no portal, a empresa solicitou que os mesmos esclarecimentos sejam considerados caso a reportagem tenha sido reproduzida em redes sociais ou outras plataformas.
A Pernod Ricard Brasil afirma reconhecer a importância da divulgação de informações relacionadas à crise do metanol e ressalta que respeita a liberdade de imprensa e de expressão.
Segundo a empresa, o objetivo do pedido é colaborar para que as informações sobre o caso sejam apresentadas de maneira assertiva, diferenciando bebidas originais de produtos falsificados ou adulterados.
Fonte: posicionamento encaminhado pela Pernod Ricard Brasil.