A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou que a morte de Ana Carolinne Gomes Carlos, de 31 anos, ocorrida no dia 12 de julho em Novo Mundo (a 775 km de Cuiabá), foi causada por intoxicação por metanol. Um homem de Aripuanã (a 971 km de Cuiabá), identificado como Kaio Samuel Santana Mendes, de 23 anos, também perdeu a vida pelo mesmo motivo no dia 8.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Ana Carolinne passou mal depois de ingerir bebida alcoólica durante um festival em São Félix do Araguaia, no dia 10. Ela era transferida para o Hospital Regional de Água Boa quando sofreu a parada cardiorrespiratória.
Segundo a Politec, ambas as vítimas consumiram bebidas alcoólicas adulteradas. A confirmação ocorreu por meio de análises toxicológicas em amostras de sangue, que detectaram a presença de metanol.
As amostras de sangue foram encaminhadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) à Politec e analisadas pelo setor forense do órgão, responsável por exames de toxicologia. A Polícia Civil está à frente das investigações de ambos os casos.
Com a confirmação desses dois casos, sobe para sete o número de mortes causadas por intoxicação por metanol em Mato Grosso, segundo o painel da SES-MT.
Outros casos
A primeira morte ocorreu em 7 de novembro de 2025, em Várzea Grande. A vítima, uma mulher de 30 anos que não teve o nome divulgado, havia dado entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município 48 horas antes de falecer. Familiares relataram que ela consumiu cerveja e uísque no dia 4 daquele mês.
Treze dias depois, em 21 de novembro, a SES-MT confirmou a segunda vítima fatal: Marcia Rocha Guimarães, de 42 anos. Ela passou 18 dias internada no Hospital Regional de Sorriso (a 420 km de Cuiabá) e chegou a receber o antídoto — o etanol farmacêutico —, mas não resistiu. Assim como a primeira vítima, Marcia havia consumido uísque.
A terceira morte por metanol no estado foi a de um jovem de 24 anos, que não teve o nome divulgado. O óbito ocorreu em 2 de dezembro. Natural de Querência (a 716 km de Cuiabá), ele deu entrada em estado grave em um hospital particular de Barra do Garças. O paciente não chegou a receber o antídoto e o exame toxicológico detectou a substância em seu sangue.
Quatro dias depois, em 6 de dezembro, o metanol foi apontado como a causa da morte de Flávio Roberto da Mata Pereira, de 33 anos. Natural de Nova Brasilândia (a 201 km da Capital), ele precisou ser transferido para Cuiabá logo após o diagnóstico da intoxicação. Embora tenha recebido o antídoto, o paciente não resistiu. Conforme a SES-MT, o homem havia consumido uísque cerca de 20 dias antes do óbito.
Mais recentemente, em 16 de junho deste ano, uma mulher de 37 anos também morreu após consumir uísque contaminado com metanol em Querência. De acordo com a Secretaria de Saúde do município, a paciente havia dado entrada no hospital municipal no dia 6 daquele mês, apresentando falta de ar, mal-estar e dores abdominais que rapidamente evoluíram para um quadro grave de intoxicação.