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Operação em área de litígio resulta na descoberta de garimpo ilegal e apreensão de equipamentos em Aripuanã

Data: Terça-feira, 23/06/2026 11:02
Fonte: TOP NEWS
Os herdeiros do espólio acompanharam toda a ação juntamente com o oficial de Justiça e testemunharam os procedimentos realizados pela Polícia Militar. Os quatros envolvidos foram apresentados à autoridade policial.
Operação em área de litígio resulta na descoberta de garimpo ilegal e apreensão de equipamentos em Aripuanã

Uma ação conjunta da Polícia Militar, realizada na tarde de segunda-feira (22), resultou na identificação de atividades de garimpo ilegal em uma propriedade rural localizada na Estrada da Areia, a aproximadamente 36 quilômetros da sede de Aripuanã. A operação contou com a participação do comandante da 10ª Companhia Independente de Polícia Militar, equipes policiais, oficial de Justiça, herdeiros do espólio da área e o inventariante da propriedade.

Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, a área é alvo de litígio judicial e possui mandado de reintegração de posse expedido pela Comarca de Aripuanã em favor dos herdeiros do falecido Santin.

A diligência teve como objetivo prestar apoio ao oficial de Justiça responsável pela notificação de posseiros que ocupam a área, além de realizar um levantamento técnico para subsidiar futuras ações da Polícia Militar durante o cumprimento da reintegração de posse.

Ao chegar à propriedade, os policiais encontraram a porteira de acesso trancada com cadeado, que precisou ser rompido para permitir a entrada das equipes. No local, foi abordado um homem de 60 anos, identificado pelas iniciais V.F.C., que informou possuir a posse de parte da área há cerca de dez anos, alegando ter pago R$ 50 mil pelo terreno. Durante a conversa, ele também informou aos policiais sobre a existência de um garimpo manual nas proximidades.

Garimpo ilegal foi flagrado em funcionamento

Durante as diligências, as equipes localizaram três homens, identificados pelas iniciais A.S., de 59 anos, C.A.N., de 60 anos, e A.J.M., também de 60 anos, realizando atividades de extração mineral consideradas ilegais pelas autoridades.

De acordo com o relato policial, um dos suspeitos informou que repassava 10% da produção de ouro ao ocupante da área para ter autorização para garimpar no local e afirmou não ter conhecimento de que a propriedade estivesse sob disputa judicial.

No primeiro ponto de exploração foram apreendidos diversos materiais utilizados na atividade garimpeira, entre eles:

  • Uma motocicleta Honda Bros preta sem placa;
  • Uma motocicleta Honda Bros preta com placa;
  • Duas motobombas;
  • Ferramentas e equipamentos utilizados na extração mineral.

Durante a continuidade da operação, os policiais encontraram uma segunda área de garimpo ilegal. No local foram apreendidos:

  • Uma motocicleta Honda Titan prata sem placa;
  • Três motobombas;
  • Diversos equipamentos utilizados na atividade.

Segundo os policiais, havia sinais recentes de ocupação no segundo ponto, incluindo uma motobomba ainda quente, indicando uso momentos antes da chegada das equipes. Um dos suspeitos informou que dois trabalhadores atuavam naquela frente de exploração.

Área já possui histórico de ocorrências ambientais

Os herdeiros do espólio acompanharam toda a ação juntamente com o oficial de Justiça e testemunharam os procedimentos realizados pela Polícia Militar.

Conforme informações da ocorrência, a propriedade já possui registros anteriores relacionados a esbulho possessório, garimpo ilegal, desmatamento e danos ambientais. A área também foi alvo de uma operação do Batalhão de Polícia Militar Ambiental em 7 de maio de 2026, quando uma escavadeira hidráulica foi apreendida durante atividades de garimpo dentro da fazenda. Na ocasião, diversos materiais foram recolhidos e vários suspeitos foram detidos.

Todo o material apreendido durante a operação desta segunda-feira foi encaminhado à Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Aripuanã. Os suspeitos também foram conduzidos para os procedimentos legais cabíveis.

Segundo a Polícia Militar, os envolvidos foram apresentados à autoridade policial sem lesões corporais, não sendo necessário o uso de algemas durante a condução.

A Polícia Civil dará continuidade às investigações para apurar possíveis crimes ambientais, exploração mineral irregular e eventuais responsabilidades relacionadas à ocupação da área em disputa judicial.