O movimento reúne, inicialmente, lideranças dos povos Rikbaktsa e Cinta Larga, que denunciam precariedade na atuação do órgão e falta de assistência adequada.
Representantes de povos indígenas do noroeste de Mato Grosso estiveram reunidos na sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Juína, para cobrar melhorias na estrutura e no atendimento da Coordenação Regional. Entre as principais reivindicações está o pedido de exoneração do atual coordenador regional Marcelo Manhuari Munduruku.
O movimento reúne, inicialmente, lideranças dos povos Rikbaktsa e Cinta Larga, que denunciam precariedade na atuação do órgão, falta de assistência adequada e dificuldades estruturais que impactam diretamente as comunidades indígenas da região.
De acordo com um documento elaborado pelo povo Rikbaktsa, há ausência de planejamento, falhas na proteção territorial e pouca efetividade nas ações voltadas ao desenvolvimento sustentável das aldeias. O texto também aponta problemas como falta de veículos, demora no atendimento e ausência de diálogo com as lideranças.
Durante a mobilização, o presidente da Associação do Povo Cinta Larga Eterepuya, Juarez Cinta Larga, destacou que a situação da coordenação regional preocupa as comunidades.
“A gente está aqui por melhorias da nossa coordenação. Porque foi uma luta muito grande para essa unidade existir. Nossos caciques já lutaram muito por isso, então ela não pode estar sucateada da forma que está”, afirmou.
Segundo ele, além da precariedade estrutural, há insatisfação com a forma de atendimento às demandas indígenas.
“O coordenador precisa atender mais as nossas demandas. O que a gente quer é ser atendido por igual, com respeito às dificuldades de cada povo”, pontuou.
As lideranças também confirmaram que o pedido de exoneração do coordenador já foi formalizado e encaminhado às autoridades competentes.
“A gente teve reunião com autoridades de Brasília e eles vão repassar o nosso pedido de exoneração do atual coordenador para reavaliar essa situação”, explicou Juarez.
O movimento busca ampliar o apoio de outras etnias da região, reforçando a mobilização coletiva em defesa de melhorias no atendimento da Funai.
Segundo os indígenas, a mudança na gestão pode representar um avanço na garantia de direitos, no fortalecimento da assistência e na proteção dos territórios.
A reportagem tenta contato com a Funai para obter posicionamento sobre as denúncias. O espaço segue aberto para manifestação.