O homem acusado de provocar o atropelamento que resultou na morte da jovem Sarah Schmidt de Arruda, de 18 anos, em Aripuanã, foi preso na noite de terça-feira, 02 de fevereiro de 2026, no município de Pontes e Lacerda.
O crime ocorreu no dia 04 de maio de 2025, na Avenida Presidente Tancredo Neves, região central de Aripuanã. Na ocasião, Sarah estava na garupa, conduzida pela amiga, uma motocicleta Honda Biz quando foi violentamente atingida por uma caminhonete Toyota Hilux vermelha, em frente à sua residência. Testemunhas relataram que o condutor do veículo estava em alta velocidade, aparentava estar embriagado e teria ultrapassado um quebra-molas antes de colidir contra a motocicleta.
A jovem chegou a ser socorrida e permaneceu internada por cinco dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. O motorista foi preso em flagrante à época do acidente, porém, após audiência de custódia, teve a prisão preventiva decretada e passou a ser considerado foragido da Justiça.
A prisão ocorreu por volta das 23h, durante uma ação da Unidade Operacional da Polícia Rodoviária Federal, que realizava um comando de combate ao crime no km 25 da BR-174 B, em Pontes e Lacerda. Durante a abordagem a um veículo Mitsubishi L200 Triton, de cor preta, os policiais solicitaram o desembarque dos ocupantes e perceberam que um dos indivíduos apresentava nervosismo excessivo e inquietação, negando inicialmente possuir antecedentes criminais.
Após consulta aos sistemas policiais, foi constatada a existência de um mandado de prisão em aberto, expedido pela Vara Única de Aripuanã, por diversos tipos penais, incluindo homicídio. Diante da constatação, o homem, identificado com as iniciais C.A.H.L.A., de 40 anos, foi conduzido ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania para o cumprimento do mandado judicial.
Em meio à dor pela perda da filha, Eneias Arruda, pai de Sarah, afirmou que recebeu a notícia da prisão com alívio.
“Foi um alívio. Inicialmente foi um alívio. A gente sabe que vão tentar um habeas corpus, mas a gente dorme um pouco mais tranquilo por saber que ele vai permanecer preso. Além da nossa dor, isso também serve de exemplo para quem anda em alta velocidade”, declarou.
Arruda ressaltou ainda o desejo da família por justiça. “Queremos simplesmente justiça e que ele continue preso. Ele destruiu a minha família. Minha filha estava feliz, no primeiro emprego, estagiando no Fórum da Comarca de Aripuanã, sonhava alto e tinha uma vida inteira pela frente. Hoje, nossa família está destruída”, desabafou.
O caso segue agora à disposição da Justiça, que dará continuidade aos trâmites legais.