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Idoso desaparecido na mata em Aripuanã é encontrado vivo após 14 dias

Data: Domingo, 18/01/2026 14:59
Fonte: TOP NEWS
Em relato, José Lucena contou que conseguiu sobreviver durante todos esses dias se alimentando basicamente de castanha-do-pará, encontrada ao longo do caminho.
Idoso desaparecido na mata em Aripuanã é encontrado vivo após 14 dias

O idoso José Lucena Barbosa, de 71 anos, conhecido carinhosamente como “Goiano”, que estava desaparecido na mata em Aripuanã, foi encontrado vivo na manhã deste domingo (18), na região da Terra Indígena Arara, mais precisamente na Aldeia Kaylane, situada às margens do Rio Branco, a cerca de 80 quilômetros da sede do município.

José Lucena havia se perdido na noite do dia 05 de janeiro, quando realizava coleta de castanha-do-pará na região. No dia do desaparecimento, ele portava um facão e um saco, utilizados na atividade extrativista.

Segundo informações repassadas por Evilázio Arara, indígena que localizou o idoso, na tarde do dia anterior ao resgate foram encontrados indícios de pegadas recentes às margens do Rio Branco. Devido ao horário avançado, não foi possível intensificar as buscas naquele momento. Já na manhã deste domingo, Evilázio na companhia de seus amigos da Etnia retornou ao local, percorreu a região de barco ao longo do rio e, após algumas horas, conseguiu encontrar José Lucena sentado na barranca, visivelmente debilitado e sem forças para continuar caminhando.

Após o resgate, o idoso foi levado de volta à aldeia, onde recebeu alimentação e os primeiros cuidados, enquanto a equipe local entrou em contato para providenciar atendimento especializado. Uma equipe da Casa de Apoio à Saúde Indígena foi acionada e já se deslocou até a comunidade para prestar suporte e atendimento médico, em razão do estado debilitado do idoso.

Em relato, José Lucena contou que conseguiu sobreviver durante todos esses dias se alimentando basicamente de castanha-do-pará, encontrada ao longo do caminho. Segundo ele, quebrava os ouriços com pedras para conseguir se alimentar.

Apesar do desfecho positivo, a comunidade manifestou indignação com a falta de apoio das autoridades durante o período de buscas. Moradores relataram que apenas a 14ª Companhia Independente de Bombeiros Militar esteve na região por dois dias, não retornando posteriormente para dar continuidade às operações.

“Passei dificuldade durante esses 14 dias procurando no mato, acabei adoecendo, mas mesmo assim não desisti de procurar pelo meu amigo Goiano. Hoje tivemos a grata alegria de encontrá-lo vivo”, declarou Evilázio Arara.

O caso reacende o debate sobre a necessidade de maior apoio e estrutura em operações de busca e salvamento em áreas rurais e indígenas de difícil acesso no município e na região.