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Mandante de assassinato de pioneiro do café em MT pega 16 anos de prisão

Data: Sexta-feira, 05/12/2025 12:24
Fonte: MIDIAJUR/ EUZIANY TEODORO
Agiota foi condenado por homicídio qualificado, com agravantes
Mandante de assassinato de pioneiro do café em MT pega 16 anos de prisão

Foi realizado nesta quinta-feira (4) o tribunal do júri do agiota Elinaldo Fontelis Costa, 47 anos, mandante do assassinato do pioneiro na produção de café na cidade de Colniza, Arildo Batista Dalto, fundador da Café Dalto. A decisão do júri foi pela condenação do réu a 16 anos de prisão, em regime fechado.

O julgamento ocorreu nesta manhã, na Câmara de Vereadores de Colniza, tendo em vista que a cidade não conta com fórum do judiciário.

A viúva de Arildo, Ozédina Oliveira Dalto, destacou a importância do julgamento e consideração da população local pelo esposo. "Nunca tinham visto um público grande como foi o dele, assistindo o tribunal. Todos tinham uma consideração enorme por ele e isso me deixou muito feliz, por presenciar isso", disse.

Arildo foi assassinado no dia 15 de fevereiro de 2024, na porteira de sua fazenda. A perícia realizada constatou que ele foi atingido por 13 disparos de arma de fogo no crânio e tórax, em uma emboscada.

Em junho daquele ano, Elinaldo, mandante do crime, foi preso no município de Mineiros, no interior de Goiás, onde estava foragido. Segundo a Polícia Civil, o réu é conhecido por ser violento durante a cobrança de dívidas.

O agiota foi condenado por homicídio qualificado, com as agravantes de: mediante paga ou promessa de recompensa; motivo fútil; traição, emboscada ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte a defesa do ofendido.

Já o homem apontado como executor do crime, Valque Mendes da Silva, continua foragido quase dois anos após o assassinato.

Uma terceira pessoa, apontada como intermediadora do crime, foi presa em agosto deste ano, mas as investigações ainda estão em andamento.

Motivação

Segundo a Polícia Civil, a morte foi encomendada devido a uma dívida com a qual Arildo não tinha nenhuma ligação. O filho do casal teria avalizado um cheque para ajudar um amigo. Como esta pessoa não quitou a dívida, o agiota Elinaldo passou a fazer cobranças extremamente agressivas, ameaçando matar o chefe da família.

No dia 15 de fevereiro de 2024, Arildo foi emboscado na porteira da fazenda, onde sempre estava no final do dia, para encerrar o trabalho. Alvejado, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.