A Prefeitura de Aripuanã, por meio da Vigilância Sanitária Municipal, reforçou nesta semana o alerta emitido pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) sobre casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol supostamente relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, com foco especial em lotes da marca Ballantine’s Finest.
O comunicado estadual acendeu um sinal de alerta em todo o Mato Grosso após a SES-MT registrar, entre 19 de outubro e 14 de novembro, 10 casos suspeitos de intoxicação, sendo:
4 confirmados laboratorialmente,
2 em investigação,
4 descartados.
Entre os casos confirmados, dois evoluíram para óbito, incluindo uma paciente de Itanhangá, atendida no município de Sorriso.
De acordo com a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (DECON-MT), as investigações apontam para possível falsificação de garrafas de whisky Ballantine’s, com reenvasamento clandestino e adulteração do produto. A polícia segue monitorando, recolhendo amostras e rastreando a origem dos lotes suspeitos.
Diversas unidades de Ballantine’s Finest de 1 litro encontram-se sob investigação por possível adulteração com metanol — substância altamente tóxica, capaz de causar cegueira, danos neurológicos permanentes e até a morte.
Diante do risco à saúde pública, a Vigilância Sanitária Municipal iniciará, nos próximos dias, ações de fiscalização rigorosa em comércios, mercados, bares e distribuidoras de bebidas em Aripuanã. Os agentes devem verificar a presença dos lotes suspeitos informados pela DECON-MT.
A operação será realizada em parceria com a Polícia Civil, seguindo recomendações técnicas do Estado.
Caso alguma unidade dos produtos investigados seja localizada, o procedimento será imediato:
recolhimento preventivo,
registro em termo oficial,
envio para análise laboratorial,
conforme previsto na Nota Técnica Conjunta nº 001/2025.
A administração municipal orienta a população a:
evitar a compra de bebidas alcoólicas de procedência duvidosa;
conferir lacres, rótulos e características da embalagem;
desconfiar de preços muito abaixo do valor de mercado;
e, em caso de suspeita, comunicar imediatamente a Vigilância Sanitária ou a Polícia Civil.
A Prefeitura reforça que a prioridade é proteger a saúde da população e evitar novos casos de intoxicação no município.

