Na tarde de domingo (19 de outubro), por volta das 15h30, a 10ª Companhia Independente da Polícia Militar de Aripuanã prendeu um homem de 31 anos, identificado pelas iniciais X.F., suspeito de agredir violentamente sua companheira e dirigir sob efeito de álcool. O caso ocorreu nas proximidades do Rio Loreto, na MT-208, a cerca de 45 quilômetros da sede do município.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, M.N.S., de 48 anos, procurou ajuda e relatou que o companheiro a derrubou no asfalto, desferiu socos na cabeça e a esfregou no chão, afirmando que iria matá-la e jogá-la no rio. A mulher também contou que o suspeito já havia a agredido em outras ocasiões.
Após o ataque, a vítima conseguiu fugir e aguardou a chegada da guarnição em uma borracharia na comunidade Milagrosa. Ao ser localizada, ela informou que o agressor havia seguido para uma festa na comunidade Tutilândia, situada a aproximadamente 20 km do local.
Durante o deslocamento, os policiais se depararam com o suspeito conduzindo uma motocicleta Bros vermelha sem capacete. Ele foi abordado e apresentou sinais evidentes de embriaguez, como fala desconexa, andar cambaleante, olhos avermelhados, odor etílico forte e vestimentas desajustadas.
Ao ser questionado, o homem negou as agressões, alegando que houve apenas uma “discussão” e que a companheira “se jogou no chão e começou a gritar por socorro”.
Durante a busca em sua residência, os policiais encontraram uma espingarda de pressão sobre um freezer na varanda, arma que o próprio suspeito admitiu possuir. A motocicleta foi deixada sob responsabilidade da mãe do detido, que reside próxima ao local.
A mulher apresentava escoriações no braço direito e nas costas, além de reclamar de dor na cabeça. Ela recebeu atendimento e foi orientada quanto às medidas de proteção disponíveis.
O suspeito foi preso em flagrante pelos crimes de violência doméstica (Lei Maria da Penha) e condução de veículo automotor sob influência de álcool, conforme o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. Ele foi informado de seus direitos constitucionais e não foi necessário o uso de algemas, já que não ofereceu resistência.
Após os procedimentos de praxe, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Aripuanã, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Militar reforçou que casos de violência doméstica devem ser denunciados imediatamente, garantindo a proteção da vítima e a responsabilização do agressor.