A Secretaria Municipal de Educação de Aripuanã (SME) emitiu um novo apelo à comunidade escolar para que colabore na preservação dos ônibus do transporte escolar. De acordo com a pasta, tem sido cada vez mais recorrente a depredação dos veículos, com bancos de couro rasgados, espumas arrancadas, paredes riscadas e outros danos que comprometem não apenas a conservação da frota, mas também a segurança e o conforto dos próprios estudantes que dependem diariamente do transporte.
Durante o último recesso escolar, a SME precisou investir mais de R$ 90 mil na remoção e restauração de dezenas de bancos. Contudo, poucos dias após o retorno às aulas, muitos assentos já apresentavam novos sinais de vandalismo.
Além dos prejuízos financeiros, a secretaria destaca que esse tipo de comportamento traz riscos diretos aos alunos. Um dos fatores agravantes, segundo a gestão, é o porte de estiletes dentro das escolas, objeto que tem sido usado para danificar os bancos. A Prefeitura reforça que o porte desse tipo de instrumento é proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) e pelas normas internas da rede municipal. Pais e responsáveis são orientados a fiscalizar o material escolar e a conversar com os filhos sobre essa proibição.
Para tentar coibir os atos de vandalismo, a SME anunciou a instalação de câmeras de segurança na frota e a contratação de auxiliares de motoristas, que farão o acompanhamento diário dos alunos. O objetivo é identificar com clareza os responsáveis por eventuais danos e responsabilizar também os pais ou responsáveis, conforme prevê a lei.
A administração municipal reforça que o transporte escolar é patrimônio público, custeado com o esforço de todos os contribuintes. “Cuidar dele é respeitar o dinheiro público, é ter empatia com o próximo e é garantir que cada criança e adolescente de Aripuanã tenha acesso a um transporte digno e seguro”, destacou a Secretaria.
Mais do que um pedido, a Prefeitura trata o tema como um ato de cidadania e convoca toda a comunidade a colaborar. “Preservar o que é de todos é uma responsabilidade coletiva. Converse, oriente e ajude a cuidar”, conclui a nota.