Fonte:odocumento/CLÁUDIO MORAES
Em almoço com as cúpulas nacional e estadual do PDT nesta segunda-feira, o governador Silval Barbosa (PMDB) ofereceu a legenda a indicação do candidato a vice-governador na chapa em que buscará a reeleição. A revelação da proposta foi feita há pouco pelo presidente nacional licenciado do PDT e ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Luppi, em entrevista coletiva na sede da AMM (Associação Matogrossense dos Municípios), em Cuiabá.
De acordo com Carlos Luppi, o governador destacou a importância de contar com o PDT desde o primeiro turno da disputa pelo palácio Paiaguás. "O Silval nos disse que gostaria muito de ter o PDT ao seu lado. Ele também nos colocou a oportunidade de indicarmos o vice", explicou.
Apesar da proposta, o ministro colocou que o "caminho mais forte" da legenda é apoiar a pré-candidatura a governador do empresário Mauro Mendes (PSB). Neste caso, os pedetistas lançariam o ex-procurador federal Pedro Taques (PDT) como candidato a senador da República.
Segundo Carlos Luppi, apesar da conversa avançada com Mauro Mendes, não se pode descartar uma composição futura com Silval Barbosa. "Na política, não se pode fechar porta porque depois então não se pode mais voltar. Vamos dar tempo ao tempo para não se perdemos no tempo", explicou.
Na opinião do dirigente pedetista, Silval Barbosa e Mauro Mendes devem estar coligados provavelmente num segundo turno caso a composição não aconteça até junho. "Se houver segundo turno, estaremos juntos contra nosso inimigo comum no Estado e no país que é o PSDB", receitou.
Dilma
O presidente nacional do PDT garantiu que a prioridade da legenda será apoiar a pré-candidatura da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), a presidência da República. "Não temos nada a ver com outros partidos. Mas o PDT de Mato Grosso e outros estados irá apoiar a ministra Dilma", salientou, ao garantir que pré-candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB) a presidência pode não ser concretizada.
Carlos Luppi avisou que não tolerará pedetistas fazendo campanha para Ciro Gomes a presidência da República. "Nossa decisão é séria", frisou.