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NOTÍCIA

Funasa alugava caminhonete para transportar índios por R$ 30 mil por mês

Data: Sábado, 10/04/2010 00:00
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Fonte:odocumento/CLÁUDIO MORAES

A quadrilha que agia na Funasa (Fundação Nacional de Saúde) em Mato Grosso não tinha limites e acreditava na impunidade para cometer atos de corrupção exorbitantes. Por exemplo, uma caminhonete alugada para o transporte de índios em aldeias no Estado chegava a custar R$ 30 mil por mês.

Ex-coordenador da Funasa em Mato Grosso por apenas 100 dias, o ex-vereador por Rondonópolis, Juca Lemos (PT) -foto -, reafirmou, em depoimento a Polícia Federal, as acusações contra funcionários do orgão. Ao todo, a Operação Hygeia, desencadeada pela Polícia Federal na última quarta-feira, prendeu sete servidores do orgão, indicados pelo PMDB e PT.

Juca Lemos apontou o empreteiro Valdebran Padilha, ex-arrecadador do PT em Mato Grosso, como um dos responsáveis pelos superfaturamentos. "Quando chegamos a Funasa, deparamos com uma invasão de corrupção. Por exemplo, a corrupção acontecia até na perfuração de poços artesianos em aldeias indígenas", assinalou.

O militante do PT argumentou que os desvios no orgão em Mato Grosso devem ser superiores a R$ 51 milhões, valor previsto pela auditoria da CGU (Controladoria Geral da União). "A corrupção existia de uma forma muito farta", apontou.

O advogado de defesa de Valdebran Padilha, Roger Fernandes, disse que nunca seu cliente foi comunicado das investigações. Ele considerou as denúncias de Juca Lemos contra Valdebra Padilha como "birra política".