ARIPUANÃ, Terça-feira, 27/10/2020 -

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Aripuanã tem unidade demonstrativa do Feijão consorciado

Data: Quinta-feira, 18/03/2010 00:00
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Fonte:tvaripuanã

Aumentar a produtividade e aproveitar ao máximo a terra é o que famílias de pequenos produtores da agricultura familiar estão fazendo ao cultivar feijão consorciado com culturas de milho e café. O pesquisador Valter Martins de Almeida, da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), que dá apoio técnico a essas famílias, explica que está sendo aproveitado o sistema de produção já utilizado pelos pequenos produtores e o que são feitos apenas ajustes. "Na verdade, procuramos levar às famílias de agricultores, técnicas que não exigem muitos gastos, pois sabemos que elas não dispõem de muitos recursos".

Foram implantadas 10 unidades demonstrativas para os agricultores familiares nos municípios de Apiacás, Campos de Júlio, Paranaíta, Colíder, Nova Mutum, Rosário Oeste, Barão de Melgaço, Juína, Aripuanã e Colniza. O objetivo é aumentar a produção de feijão para o subsistência, além da venda do excedente. Foram avaliadas épocas de semeadura visando o melhor aproveitamento do regime pluviométrico da região, e épocas menos sujeitas às condições favoráveis às doenças e praga, principalmente a mela.

Mato Grosso hoje tem uma área plantada de cerca de 35 mil hectares de feijão comum, 15 mil a menos do que em 2009, sendo que a grande maioria é de feijão carioca - o mais consumido no Estado. O solo para o plantio, segundo ele, tem que ser de boa fertilidade, sendo que as regiões escolhidas têm que apresentar temperaturas mais amenas.

Na primeira avaliação das cultivares demonstradas pelo pesquisador e apropriadas ao pequeno produtor, a Jalo precoce apresenta um ciclo vegetativo próximo de 70 dias, sendo considerada de recomposição rápida. Os materiais genéticos BRS Requinte, BRS Estilo e a linhagem VC3 apresentam escurecimento tardio, podendo ser armazenado por mais tempo. Os que apresentam maiores teores de ferro e zinco são a BRS Agreste, BRS Radiante e BRS Pontal. "Esses genotipos, desde que aprovados pelos pequenos produtores, poderão ser produzidos atendendo boa parte da subsistência familiar e também atendendo o mercado local e merenda escolar", esclarece Martins.