Fonte: rdnews/Patrícia Sanches
O Pleno do TRE indeferiu nesta segunda (13) os embargos declaratórios impetrados pela prefeita de Campos de Júlio Claides Lazarette Massuti e por seu vice Francisco Caldas Dutra, cassados em 2008 por compra de votos e abuso de poder econômico. Ao negar o recurso, relator do caso, juiz Sebastião de Arruda Almeida, classificou os embargos como protelatórios. Como a decisão já foi publicada em sessão, ainda nesta semana o cartório da a 61ª Zona Eleitoral e o presidente da Câmara Dorvil Machado (PT) vão ser comunicados para que o afastamento dela seja concluído e Dorvil assuma o cargo de prefeito tampão. Ele vai administrar a cidade até que as eleições suplementares sejam realizadas pela Justiça Eleitoral.
A data para o novo pleito ainda não foi agendada pelo TRE, mas caso haja segundo turno nas eleições gerais, a tendência é que, a exemplo de Ribeirão Cascalheira, a data escolhida seja 31 de outubro. Ocorre que deste modo o TRE gastaria menos já que a estrutura para a realização do pleito das eleições gerais já vai estar pronto.
Neste caso os 4 mil eleitores da cidade vão ter que escolher o novo prefeito e governador na mesma data. Disputam a vaga de comandante do Paiaguás: Wilson Santos (PSDB), Mauro Mendes (PSB), Silval Barbosa (PMDB) e Marcos Magno (PSol). O peemedebista quer liquidar a fatura ainda no primeiro turno, mas Wilson e Mendes tentam levar a decisão para 31 de outubro.
O julgamento dos embargos declaratórios da prefeita cassada pôs fim a uma verdadeira “novela” envolvendo a eleição da cidade. Claídes e seu vice foram condenados devido a uma denúncia referente a 5 de setembro de 2008, antes das eleições municipais, mas até agora conseguia se manter no cargo. Conforme denúncia formulada junto a Justiça Eleitoral, Claídes teria promovido um churrasco em sua fazenda para cerca de 600 pessoas, com transporte gratuito. Na ocasião, seu filho supostamente falou sobre as suas qualidades para administrar o município .