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Presídio que teve rebelião com 5 mortes tem visitas canceladas no domingo de Páscoa

Rebelião no Presídio Ferrugem, em Sinop, chegou ao fim com 27 feridos. Presos trabalham a reconstrução de paredes e soldamento de grades e portas.

15/04/2017
Fonte: Do G1 MT
 
 
 
 Presos entregaram armas e encerraram rebelião em presídio de Mato Grosso (Foto: Ciopaer/Divulgação)

Presos entregaram armas e encerraram rebelião em presídio de Mato Grosso (Foto: Ciopaer/Divulgação)

Após rebelião com cinco mortos, as visitas no domingo de Páscoa na Penitenciária Osvaldo Florentina Leite Ferreira (conhecida como Ferrugem), em Sinop, a 503 km de Cuiabá, foram canceladas. A rebelião de 240 presos ocorreu entre terça-feira (11) e quarta-feira (12) e resultou em 27 detentos feridos. Eles trabalham nos reparos emergenciais na unidade após a rebelião.

 

Segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh-MT), foram mais de 30 horas de negociação.

 

Pelo menos 18 celas foram destruídas durante a rebelião dos presos. Os reparos estão sendo prestados pelos detentos para redução da pena. A unidade tem capacidade para 326 presos, segundo a Sejudh. Porém, abriga cerca de 700 detentos, atualmente.

 

De acordo com a secretaria, os reeducandos fazem reparos emergenciais em estruturas da penitenciária, como a reconstrução de paredes e soldamento de grades e portas. Foram removidos todos os entulhos, objetos quebrados e realizada triagem nos colchões e roupas que podem ser reutilizados. Todo o trabalho é coordenado por agentes do presídio.

 

Detentos fazem reparos em presídio após rebelião com 5 mortos em Sinop (Foto: Sejudh/MT)

Detentos fazem reparos em presídio após rebelião com 5 mortos em Sinop (Foto: Sejudh/MT)

 

A rebelião na penitenciária de Sinop terminou de forma pacífica na manhã de quarta-feira (12.04), depois que os presos entregaram as armas e se renderam, após intermediação das forças de segurança. Nenhum agente penitenciário ou servidor da unidade ficou ferido na ocorrência.

 

 

Cinco detentos foram mortos, quatro em confronto entre eles e um sofreu infarto durante a rebelião. As identidades confirmadas dos mortos são: Bruno Aparecido Bezerra Bueno, 21 anos, preso por homicídio; Reginaldo Agostinho, 31 anos, que respondia pelo crime de tráfico de drogas; Marcelo Viturião Carvalho, 22 anos, preso por roubo qualificado; Isauro Pedro Gonçalves, 69 anos, que respondia por crime sexual e Raimundo Rocha, 52 anos, preso por tentativa de homicídio.

 

Raimundo morreu por infarto e havia sido identificado erroneamente no Instituto Médico Legal de Sinop por familiares de outro detento. A unidade prisional tem capacidade para abrigar 326 presos, mas acomoda atualmente 828 detentos, segundo dados da Sejudh.

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