ARIPUANÃ, Segunda-feira, 19/11/2018 -

NOTÍCIA

Garimpeiros aproveitam últimos dias e instalam "draga" para facilitar exploração em Aripuanã

Data: Quarta-feira, 07/11/2018 08:36
Fonte: Por: Karollen Nadeska/ O Bom da Noticia

A cerca de 20 dias garimpeiros de várias regiões do Brasil e até de países vizinhos tomaram a cidade de Aripuanã (1.002 km a Noroeste), em busca da extração de ouro, na localidade que ficou conhecida como a “Nova Serra Pelada de Mato Grosso”. A interdição, entretanto, ainda é uma questão a ser estudada devido aos impactos ambientais. Enquanto isso, alguns mineradores se arriscaram nas atividades e instalaram, inclusive, uma “draga”, como mais uma forma de ganhar dinheiro, em razão do minério estar cada vez mais escasso. Veja vídeo ao final da matéria

Segundo o prefeito Jonas Canarinho, o movimento no município diminuiu, em virtude do nível de escavação. Ele explicou que o minério atinge as partes subterrâneas consideradas impróprias para esse tipo de exploração. “As pessoas observaram que não há todo esse ouro que estava sendo divulgado”.

Uma fonte que está no local e não quis se identificar, informou que o maquinário pesa aproximadamente 300 kg e foi levado com ajuda de uma retroescavadeira, que também explora a região.

O dono do equipamento, entretanto, está cobrando em média de 10% do ouro que é retirado no processo de trituração. O trabalho considerado rentável, deve perdurar ainda pelos próximos 15 dias, sem nenhum tipo de impedimento, como garantido pelo dono da propriedade.

“O moedor é do meu tio. Ele está cobrando 10%. Ele já gastou 25 mil. Aí vai moer 100 sacos de cada e depois vai passar para o próximo para que assim todos ganhem o seu dinheiro”, explanou.

Na estimativa do Ministério Público Estadual, cerca 2 mil pessoas se aglomeram no garimpo e realizam atividades sem a devida proteção. A região de minério está localizada na fazenda “Dardanellos”, ao qual apenas uma empresa possui autorização para explorar. 

Precavendo risco de desabamento de solo ou incidentes do tipo, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) classificou a pratica como uma “violenta agressão ambiental”. Por meio de nota, o órgão destacou em 6 ítens as penalidades para quem insistir em violar a área. 

Uma renião marcada para a príxima quinta-feira (08), com representantes dos órgãos competentes, deverá findar a situação local.

Confira 

Sobre a atividade de “Garimpo” no Município de Aripuanã, neste Estado do Mato Grosso, noticiada nos diferentes meios de comunicação, inclusive nos instrumentos das redes sociais, temos a informar o que segue:

1. As pessoas que apareceram exercendo a atividade extrativa mineral noticiada, não têm a autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral para exercerem a atividade;

2. Toda e qualquer atividade de extração mineral no País sem título autorizativo é caraterizada como Usurpação do Patrimônio Mineral da União, uma atividade ilegal à luz da legislação mineral brasileira;

3. O DNPM é a Autarquia Federal, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, aonde as áreas são obrigatoriamente requeridas, por brasileiros e empresas sob as leis brasileiras, para obterem autorização da União para realizarem a pesquisa e a lavra de recursos minerais;

4. A área invadida já se encontra titulada a terceiros com Alvará de Pesquisa Mineral outorgado, algumas já com pesquisa mineral concluída, encontrando-se na fase de requerimento de lavra em análise para outorga de portaria de lavra;

5. Ademais, na invasão, além da usurpação do bem da União, configura-se uma violenta agressão ambiental, com utilização de máquinas escavadeiras/carregadeiras, também sem qualquer licenciamento ambiental do Estado;

6. Está agendada uma reunião para às 17 horas da próxima quinta-feira, dia 08/11/2018, nas dependências da Câmara Municipal de Aripuanã, convocada pela Superintendência do DNPM/MT, em comum acordo com a Prefeitura de Aripuanã, com a participação de representantes dos órgãos envolvidos, já elencados, representante da empresa titular do direito minerário, proprietário das terras em pesquisa mineral, lideranças locais, inclusive de garimpeiros, na busca de uma solução pacífica e imediata de paralisação da atividade em áreas já tituladas ou livres sem autorização de Lavra.