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NOTÍCIA

Atletas da Geração de Prata se despedem de Bebeto: "Um dos maiores ícones"

Marcus Vinícius Freire e Bernard, comandados pelo ex-treinador, falam do impacto de Bebeto de Freitas. "Joguei por causa dele", diz Marcus

Data: Terça-feira, 13/03/2018 21:06
Fonte: Por SporTV.com
 
 
Atletas da Geração de Prata se despedem de Bebeto:
 
Prata em 84, Marcus Vinicius fala sobre morte de Bebeto de Freitas

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Vice-campeões olímpicos em Los Angeles 1984, Marcus Vinícius Freire e Bernard foram comandados por Bebeto de Freitas na equipe que conseguiu o primeiro grande feito do vôlei brasileiro e que ficou conhecida como Geração de Prata. Após saberem da morte do ex-comandante aos 68 anos, os ex-jogadores falaram da importância do treinador.

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Marcus Vinícius Freire contou que Bebeto de Freitas mudou sua vida e que, se não fosse por ele, não teria virado jogador de vôlei.

- Um dia triste para o esporte brasileiro, especialmente para o vôlei. Eu tive muitas alegrias com o Bebeto. Mas se eu estou onde estou hoje, como diretor executivo do Fluminense, ex-diretor do Comitê Olímpico foi porque ele me trouxe. Eu sou gaúcho, estudava engenharia, e ele convenceu meu pai que o vôlei ia ser profissional a partir daquele ano. O primeiro time foi o Atântico Boavista, em 1981. Aí meu pai me transferiu para a PUC aqui do Rio de Janeiro. E ele convenceu de que aquilo poderia ser uma profissão. Joguei por 16 anos por causa dele. Ele como meu principal treinador.

 

Além de sua vida, Marus Vinícius também reforçou a importância de Bebeto, que criou uma escola de treinadores brasileira, para o vôlei.

- Montou uma escola de treinadores do Brasil. Não à toa temos Zé Roberto e Bernardinho. O filho dele segue o mesmo caminho. Minha primeira seleção foi com o Bebeto, quando fomos campeões do mundo juvenil. Depois, minha primeira seleção adulta também foi ele na Copa do Mundo do Japão, medalha olímpica, pan-americana. Estou chocado com a notícia. Falei com ele semana passada. Trocamos algumas figurinhas.

 
 
Ex-jogador Bernard lamenta morte de Bebeto de Freitas

Ex-jogador Bernard lamenta morte de Bebeto de Freitas

Bernard também destacou o impacto de Bebeto. Mas para ele, o ex-treinador foi além dos limites do vôlei, transformando o esporte brasileiro.

- É um dia muito triste. Perdemos um dos maiores ícones do esporte brasileiro, um dos que mais contribuíram para o desenvolvimento do vôlei, da geração de prata foi o grande mentor, no sentido de ser o técnico. Foi-se tão jovem. Uma pessoa tão respeitada no mundo do esporte. Abre uma lacuna que vai deixar uma saudade muito grande por todo trabalho e respeito que ele sempre teve no mundo inteiro. Ele extrapolou o mundo do voleibol. Ele transformou o conceito de esporte. A partir daí o vôlei seguiu, e até outras modalidade - afirmou.

Paulo Roberto Freitas, o Bebeto de Freitas, tem extensa carreira esportiva: foi jogador e técnico da seleção brasileira de voleibol. Como atleta, participou dos Jogos Olímpicos de Munique 1972 e Montreal 1976, como treinador da “geração de prata” nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles. No futebol, teve a primeira passagem pelo Atlético-MG em 1999. Trabalhou no clube ainda em 2001. Foi presidente do Botafogo entre 2003 e 2008. Posteriormente, voltou ao Galo como diretor-executivo, em 2009. Assumiu a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer na gestão de Alexandre Kalil na prefeitura de Belo Horizonte, no início de 2017. Com a eleição de Sérgio Sette Câmara para presidente do Atlético-MG, no final do ano passado, retornou ao clube, desta vez no cargo de diretor de administração e controle.

 

Bebeto havia participado normalmente do lançamento do time de futebol americano do Atlético-MG, o Galo FA, em evento que ocorreu no fim da manhã desta terça. Após a cerimônia, os convidados se dirigiram ao hotel do clube, na parte superior do centro de treinamento. Bebeto de Freitas sentiu mal, enquanto apresentava as acomodações da concentração atleticana, e chegou a receber o primeiro atentimento médico em um dos quartos do prédio.