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COLUNAS

Filhos novos, pais novos

Data: Segunda-feira, 31/03/2014 00:00
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            Desde 1995 comecei a me interessar pelo tema das chamadas crianças índigo e mais tarde as crianças cristal. São apenas nomes dados a um fenômeno que não pode ser negado por todos nós. Vou para aqui esse raciocínio e abrir outro pra juntar os dois no final deste artigo.


            Recentemente assisti a uma reportagem na Globo News onde pais estão começando a se preocupar muito em arranjar tempo pra ficar com os filhos. Aqui preciso, de novo, voltar um pouco no raciocínio. Até o início da década de 1970 as famílias tinham muitos filhos e as mães educavam cada filho com amor, carinho e , sobretudo, com a sua presença, já que mães não trabalhavam fora de casa.


            Esse desligamento das mães que foram ao mercado de trabalho a partir de 1970 mudou o perfil das famílias, mudou o perfil da educação dos filhos, mudou o perfil dos valores sociais futuros, mudou o papel social, econômico e político da mulher dentro da sociedade onde até então ela valia pouco. Claro que isso trouxe consequências profundas para toda a sociedade. Uma delas foi o perfil dos seus filhos e netos dentro da sociedade futura.


            Nos anos seguintes até agora, a educação pública foi muito cruel com os filhos daquelas mulheres, de suas filhas e de suas netas que agora também já são mães. Aquela geração, que hoje está na faixa dos 50 aos 65 anos, aproximadamente, teve filhos e netos. Os seus filhos e filhas cresceram com uma educação familiar um pouco distante, até chegar aos tempos atuais em que essa educação realmente é muito distante dos filhos. Carreiras profissionais, vida agitada, tempos velozes, divórcios, separações, casamentos informais, relacionamentos ocasionais, etc. É um novo tempo e novos modelos de famílias.


            Desde a década de 1970, esse conjunto de mulheres e homens trabalhando contribuiu muito para o surgimento de uma crescente classe média no Brasil. Pois bem, nesse período a excelente e tradicional escola pública perdeu os filhos da classe média que migraram para as escolas privadas. A escola pública virou escola para filhos de pobres. Piorou a qualidade do ensino, os professores passaram a ganhar muito mal, os prédios ficaram mais feios e mais descuidados, e os recursos públicos para a educação diminuíram e se burocratizaram, perdendo-se para a corrupção no meio do caminho. Resultado: gerações de jovens educados pobremente pelas famílias e pela escola pública, principalmente nas camadas mais pobres. Nas classes média e alta também, embora as escolas privadas sejam mais abrangentes na metodologia ao ensinarem música, esportes, artes, informática, principalmente. Desse modo, a educação escolar foi muito ruim na construção dos valores sociais nesse período de transformações intensas da sociedade no Brasil.


            Agora que as gerações que estão nascendo desde 1982 os índigos, e os cristal depois de 2002, trazem um quociente espiritual renovado e são portadores de necessidades maiores de afeto e de acompanhamento nos valores. A reportagem da Globo News me deixou muito animado. Parece que, finalmente, as crianças vão ter um amor de pais perdido nesses mais de 30 anos. A sociedade do futuro vai agradecer muito, porque a geração índigo e cristal são o que de melhor já houve em toda a humanidade. Voltarei ao assunto.


Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@terra.com.br

www.onofreribeiro.com.br



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